- E aí? Gostou? – Ele perguntou enquanto afastava os lábios
( eu não queria que tivesse terminado tão
cedo).
- Claro, mas ainda não estou satisfeita – E puxei ele de
volta. Eu não sei o que tinha naquele beijo mas me fazia esquecer de tudo, do
mundo e viver aquele momento. Sorte minha que meu primeiro beijo foi com alguém
que beijava também.
- Esther? – E aquela voz me fez largar completamente Erik.
- Leo? – Eu não podia acreditar que era ele. – O que você
está fazendo aqui?
- Te levando pra casa. – E ele me puxou das mãos de Erik.
- Você tá louco? – Falei me largando das mãos dele e
esperando alguma reação do garoto que eu acabei de beijar.
- Quem é esse Esther? – Erik perguntou indo na minha
direção.
- Um amigo e eu não entendo realmente porque ele está aqui-
Falei me virando para Leo.
- Eu vim aqui por você – falou olhando dentro dos meus
olhos( porque eles sempre tem que olhar nos olhos? Isso acaba comigo, sério.) –
E sua mãe estava muito preocupada e pediu que eu te localizasse o mais rápido
possível – Mas como é que ele sabia
andar por aqui? Ele nunca morou aqui... Essas coisas estão muito estranhas- Eu nunca
morei aqui mas tenho parentes aqui, entendeu agora? – ok, ele respondeu como se
tivesse lindo meus pensamentos.
- Mas ela está comigo e pode avisar a mãe dela pois comigo
ela está segura – Erik falou indo para o
meu lado e segurando minha cintura ( isso que é atitude de homem)- E se ela
estão tão preocupados, eu a levo para casa agora, está bem?
- Ótimo – Leo falou rispidamente e saiu andando sem olhar
para trás. E aquilo me maguou, não sei porque, mas sabia que tinha me ferido.
Quando ele se foi senti um vazio no peito imediatamente. O que poderia
significar aquilo?
-Vamos para casa minha dama?- Erik perguntou.
- Claro.
O caminho de volta foi muito sinistro. O silêncio estava
reinando ali, mas eu não queria começar uma conversa ou propriamente conversar.
Estava me sentindo muito estranha e não parava de pensar no Leo, o que é
estranho porque 10 minutos atrás minha cabeça estava em torno de Erik. E ainda
por cima quando chegar em casa tenho que enfrentar a ira da minha mãe mas pelo
menos meu irmãozinho vai estar lá e eu vou poder abraçá-lo e ficar agarradinha
com ele o resto da tarde.
- Hum.. Você quer conversar? – Erik perguntou enquanto
beijava de leve minha cabeça, ele era tão fofo.
- Não muito – Falei soltando um sorriso de lado mas ele não
tinha culpa do que se passava na minha cabeça-
Mas me diz, como estão as coisas aqui? E Sarah como ela ta? Não vi hoje
ela no aeroporto e nunca mais recebi um sms dela.
- Eu não queria falar sobre isso agora – Ele respondeu
acelerando os passos e soltando minha cintura para pegar na minha mão.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntei curiosa.
- Nada que seja agradável de ouvir.
- Agora que você começou, termine.
- Digamos que ela insistiu para ficar comigo e eu disse não
porque sabia que ia ser uma coisa..
- Ela fez o que? – Que ótimo agora eu tinha uma amiga vaca.
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