-Esther vamos tentar mais uma vez, ok?- Leo disse enquanto
ia para trás de mim. Eu ainda conseguia ver a cara de todos, eles ainda estavam
bastante assustados.
- Ok – Falei num sussurro fechando os olhos e senti a mão de
Leo nos meus ombros e sussurrando falou: “Quero que pense em um campo florido e
que tenha paz” Imaginei um jardim
parecido com aquele em que eu e Leo ficamos sozinhos pela primeira vez e sem
nenhuma interrupção “Pronto. Agora pense em uma coisa boa com alguém que você
queira estar” Ele só podia estar brincando porque ele sab “Foco Esther” ele
falou num tom rígido. Então pensei em nós dois naquele banco e nos beijando,
foi então que a magia entrou em mim e ela estava mais forte e me trazia uma
sensação de conforto. “Ótimo Esther, agora imagine a moeda flutuando e
direcione toda a sua magia para sua mão” Fiz isso, mentalizei a moeda e
impulsionei a magia para a minha mão e então quando abri os olhos a moeda
flutuava. Eu fiquei tão feliz que quase pulava em cima de Leo outra vez mas me
controlei.
- Parabéns Esther – Liza me disse enquanto me abraçava.
- Parabéns Esther – Disse Sert de longe fumando um cigarro.
- Você ta louco? Não pode fumar aqui . – Falei impulsionando
minha magia para o cigarro o que o fez levitar.
- Ok, olha as gracinhas, viu? – Sert falou pegando o cigarro
de novo.
- Ta bom – Falei rindo.
- Tem mais treinamento? – Disse animada.
- Não, só amanhã agora. – Disse Liza
- Ok. – Falei fazendo cara de triste.
- Ei tenho que ir – Disse Liza – Vou comprar algumas coisas
lá pra casa ainda.
- Você mora sozinha? – Perguntei
- É sim... Tenho um dinheiro guardado então estou arrumando
a casa ainda .
- Então você é emancipada – continuei o interrogatório.
- Sou sim... Sou livre – Disse rindo.
- Agora diga a ela como você conseguiu tudo isso. – Disse Sert.
- Vá a merda. – Liza resmungou
- Como você conseguiu? –Perguntei( sou má).
- Indução... Tive que usar um pouco
- Ah eu sabia, indução pode ser muito útil. – Conclui.
-Então tou indo. – Disse enquanto me abraçava mais uma vez. –
Tchau para vocês
- Ei, espera que vou com você. – Disse Sert indo atrás dela, eu tinha
certeza que aqueles dois tinham alguma coisa.
- Então, quer uma coca-cola? – Perguntei a Leo. – Quer dizer,
anjos bebem alguma coisa?
- Bebem sim – E com isso entramos para dentro de casa. E ele
sentado na cadeira perto do balcão de mármore ficava me observando, o que me
deixava sem graça, peguei duas latas de coca e me sentei em outra cadeira do
balcão de frente a ele.
- Toma – Falei enquanto entregava a lata de coca.
- Então, acho que temos que conversar. – Falou ele abrindo a
lata e tomando um gole.
- Sobre o quê? – Perguntei.
- Seus pensamentos. – Ai, merda.. Agora eu estava ferrada.
Bebi um gole enorme de coca, tomei coragem e disse:
- O que quer saber exatamente?
- O que você acha? – falou ele voltando aqueles belos olhos
azuis para mim e colocando um sorrisinho de lado.
Liza:
- Ei, espera que vou com você. – Escutei a voz de Sert atrás de mim. Que
inferno, será que eu nunca ia me livrar dele?
- O que você quer? – Perguntei olhando para ele.
- Você sabe o que quero. – Ele estava totalmente lindo,
usava um pouco de lápis( o que dava uma aparência meio suja), uma mecha de
cabelo estava perto do seu rosto e sorria de lado. Eu tinha que parar de pensar
o quanto charmoso ele era.
- Vá para o inferno – Falei andando para disfarça o vermelho
que cobriu meu rosto.
- Eu adoro quando faz isso... Tenta disfarçar andando –
Falou ele do meu lado. Não consegui controlar o riso, lembrei de todas as vezes
que tentava disfarçar e ele sempre percebia. Quando o vi pela primeira vez ele
estava com uma turma de amigos e saiu de perto deles para vim falar comigo, eu
não esperava essa atitude porque na escola onde estudávamos todo mundo me
evitava.
- Pelo menos consegui um sorriso teu – Falou ele sorrindo. –
O que aconteceu? Porque me evita tanto?
- Você sabe muito bem o que aconteceu. – Falei rispidamente
lembrando o quão mal ele me fez.
- Ei me desculpa, Deus não ensinou isso que todos temos que
perdoar. – Falou ele enquanto parava bem na minha frente e estávamos bem perto.
Tão perto que podia sentir sua respiração e então me lembrei das tardes que ficávamos
assim: Só eu e ele.
- Não coloque Deus no meio disso. – Falei num sussurro.
- Me perdoa vai bruxinha. – Vi que seus olhos fecharam e seu
corpo se inclinou para perto do meu.
- Perdoar posso até perdoar mas esquecer? Nunca. – Falei me
afastando e correndo para bem longe dali. E sentei no primeiro banco que
encontrei e desabei ali em lágrimas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário