Descendo as escadas percebi que ninguém estava ali , então
me despedi de Erik e fiu dormi com o mp3 ligado. Quando acordo ta tocando
Pitty:
“Seja você mesmo que
seja estranho. Seja você mesmo que seja bizarro,bizarro, bizarro.”
Pois é, agora aquilo significava muito para mim, mas quer
saber? Ser uma bruxa não devia ser tão horrível assim... Caramba, eu podia
fazer magia, isso irá facilitar minha vida. Vou fazer isso: Procurar o lado bom
das coisas, com isso, evitarei sofrimentos desnecessários. Peguei uma blusa preta com manga( na qual
dobrei até o cotovelo) e um pouco apertadinha, um short mais folgadinho e uma
botinha sem salto, passei um pouco de lápis preto e brilho labial, me despedi
da minha mãe e sai. Não se porque estava tão feliz mas só sei que aquela
felicidade era boa. Ser feliz é bom. Hoje fui a pé, aproveitando o máximo das
coisas, o máximo da paisagem.
- Oi, princesa. – Alguém falou atrás de mim.
- Olá – Falei me virando. Era um garoto alto, branco,
cabelos bem pretos e olhos castanhos claros, estava sorrindo e por isso tinha
duas covinhas, ele era bem bonito na verdade e charmoso. Então ele veio até a
mim.
- Indo para a Sebastião Neto, também?
-Sim.- Respondi com um sorrisinho.
- Então tenho uma companhia. – Ele falou andando do meu
lado.
- Ah nem perguntei... Qual é seu nome? – Perguntei enquanto
andávamos.
- Meu nome é Sertick mas Sert para os íntimos – Falou com um
sorrisinho de lado.
- Sertick? Que raio de nome é esse? – Perguntei segurando a
risada.
- Não sei, acho que minha mãe estava bem drogada quando
escolheu esse nome.- E tínhamos acabado de chegar na escola, então vi de longe
Liza. Ela estava com o visual gótico de sempre porém ela tinha uma pequena cartola
bem bonitinha presa a uma tiara. Então se aproximou de nós e fez uma cara bem
esquisita quando viu Sert.
- Bruxo? O que você está fazendo aqui? – Falou em um tom de
desconfiança.
- Bruxinha – Falou abraçando ela. – É bom te ver também.
- Vai pro inferno. – Falou afastando ele – Você devia estar
morto.
- Eu falei que não iria morrer tão cedo. – Disse e apertou a
bochecha de Liza.
- Pare com isso ou ta
difícil? – Liza disse batendo na mão dele.
- Você sabe que adoro te deixar irritada. Você fica tão
bonitinha. – Falou ele com o sorrisinho de lado.
- Vá pro inferno. – Resmungou ela ficando um pouco vermelha.
- Desculpa, interromper a briguinha de namorados mas de onde
vocês se conhecem? – Perguntei.
- Ele é um bruxo. – Falou Liza.
- Que ótimo Liza, obrigada. – Falei com raiva, acho que
deveria ter direito de saber que ela conhecia outro bruxo.
- Não te contei antes porque não sabia se ele estava vivo. -
respondeu ela.
- Pois é, ela duvidou de mim. – Disse Sert. – Eu disse que
sobreviveria.
- Sobreviveria de quê? – Perguntei.
- Dos demônios. – Falou ele tirando um cigarro do bolso.
Pois é, esqueci de comentar mas ele tinha cabelos nos ombros, usava jaqueta de
couro preta( daquelas estilo motoqueiros), uma camisa com o símbolo do
anarquismo( Um A arredeado e vermelho), calça jeans azul( um pouco justa) e um
coturno de cano baixo preto. E sem falar que ele tinha um bom físico. – Gostou do
que viu?- Ele perguntou, com certeza tinha visto minha conferida com os olhos e
com isso me deixou meio( muito) sem graça.
- Demônios? Como assim? – Perguntei, mudando de assunto.
- Ele queria aumentar seu poder, arriscando a própria vida. –
Liza respondeu com um tom de mágoa.
- E você conseguiu? – Perguntei a Sert.
- Não, mas aprendi a controlar o que já tenho.
- Como? – Perguntei por fim.
- Sendo um semi-morto se aprende tudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário